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A mulher invisível

01/06/2011

Olá, depois de muito tempo, volto a escrever, atentando a um fato, que pode ser fundamental para o futuro da TV e  Cinema nacionais. Ontem na Tv Globo, estreou mais uma série inspirada em um sucesso do cinema contemporâneo, estou falando de A Mulher Invisível, que tem com elenco principal Selton Melo, Débora Falabella e Luana Piovani, sim, a obra é bem produzida, o texto é bom; Minha crítica não é sobre a série em si, mas sobre este fenômeno que está surgindo neste canal, carro chefe de um grupo que abrange também uma das maiores produtoras cinematográficas do pais. Exemplos desse fenômeno, são o Alto da Compadecida, que fez o caminho inverso, mas que vale a pena ser citado, nasceu como uma micro série, foi editado depois de ser exibido em capítulos para o público em geral, e sintetizado para a história caber em 104 minutos. Mais recentemente, tivemos Divã que surgiu como um filme e hoje já está em sua segunda temporada como série de TV, Lula, o Filho do Brasil, Chico Xavier, o Filme e O Bem Amado, clássico da literatura e da TV nacional, que em 1973, foi a primeira novela em cores do país e em 2010 foi novamente montada como peça teatral e a partir da peça, foi “traduzido” para a linguagem de cinema e tempos depois, também foi editado para tornar-se uma série com episódios semanais. Acredito que esta convergência de linguagens, realmente pode ser positiva, A Grande Família, um série cômica que já tem mais de dez anos de duração e que em 2007 ganhou um longa metragem  inspirado em sua história, que teve elementos utilizados como justificativas  para mudanças no roteiro da série, nos EUA, frequentemente se produz filmes inspirados em séries antigas ou em histórias já consagradas nos quadrinhos, porém, não concordo que seja correto transformara tantos filmes atuais em séries, diminuindo até mesmo sua vida útil, já que o público que poderia interessar-se pelo filme, vai para a televisão ver a série. acredito que já existe um excesso nessa convergência de meios, dificilmente a  nova retomada do cinema nacional, suportará esse provável êxodo do público, que já estáva se acostumando a ir ao cinema para ver filmes nacionais.

Gustavo de Souza

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